Enquete
O que você gostaria de ver no Twitter da Fundatec?

vagas/oportunidades
conteúdos informativos
saber sobre eventos/palestras/cursos
 

Artigos




Uma Decepção do Gerenciador


Quem, em desenvolvimento de pessoas, não se decepcionou alguma vez ? Faz parte do processo, ou como Cazuza, "faz parte do meu show". As decepções podem ser de variadas formas, desde a não oportunidade de proceder ao desenvolvimento, a falta de tempo para completar o processo, a falta de apoio ou de crédito dentro da organização para que se faça o processo, a descrença da própria pessoa a ser desenvolvida, a lerdeza organizacional de tomada de decisão para iniciar ou apoiar em um determinado estágio o processo, o erro de metodologia aplicada no desenvolvimento, a desistência sobre o processo por qualquer das partes envolvidas, ao terminar o processo e constatar que não há oportunidade de aproveitamento do "novo" profissional desenvolvido, as mudanças organizacionais movidas pelas condições econômicas limitando ou mesmo falindo os programas de desenvolvimento, enfim, uma grande gama de possibilidades. Algumas das possibilidades estão centradas no profissional ao qual está proposto e aceito o desenvolvimento. Sobre ele muitas coisas podem acontecer pois a dinâmica do mundo influi na dinâmica dos homens, assim como o oposto também é verdadeiro. A possibilidade é real, do - aqui vamos chamar assim - aprendiz no processo vir a não aproveitar o que lhe é proposto e por ele verbalmente aceito. Esta é uma decepção muito grande. Ela é grande pois o processo de desenvolvimento é, quando corretamente efetuado, em condições de verdades muito claras. Todas as etapas, da formalização do "contrato" de desenvolvimento às avaliações periódicas, aos objetivos, às críticas e tudo o mais que aconteça, entre profissional em aprendizado e o profissional de desenvolvimento é muito claro, límpido, verdadeiro. Caso contrário, não irá funcionar, é melhor nem começar se não existe este compromisso ou, melhor parar no meio se este compromisso é quebrado do que ir ao fim de forma falsa. Em um processo de desenvolvimento não cabem charadas ou mentiras - omissões - que irão afetar o relacionamento entre os profissionais e impedir e não crescer. Quando se trabalha assim, de todas as partes - empresa - aprendiz - profissional de desenvolvimento, ainda assim se correm riscos no processo. Mas quando uma das partes não trabalha assim, pode-se chegar até o fim e ter a tristeza de não chegar na verdade, apenas na fantasia. Empresa investe e não tem retorno; aprendiz investe e não tem retorno; profissional de desenvolvimento investe e se decepciona. Qualquer uma das partes pode ser não verdadeira, mas o que hoje abordamos, é quando a parte que maior retorno poderia ter, o aprendiz, não é verdadeiro e, usa um programa para usufruir de benefícios exclusivos. Ou porque aproveita para se preparar para sair (não deixa de ser um direito - mas sem clareza de intenções, é roubo) ou para derrubar alguém (o que mostra uma falta de caráter e de capacidade - facilmente detectável), ou para se dar bem no sentido de matar horas de trabalho na posição atual e ainda receber atenções e talvez um aumento de salário (mediocridade pessoal e profissional - também detectável), ou para falar mal dos outros e minar as estruturas organizacionais (esta o bom profissional de desenvolvimento detecta facilmente e elimina), ou alguns outros motivos. Nesta forma, uma decepção está em se contatar com profissionais que foram seus aprendizes em algum momento do passado - recente ou distante, para os quais você foi verdadeiro - pois é o caminho, é seu natural - e estes se demonstram indiferentes de você, quase ignoram sua presença, você é quase um desconhecido (até seria melhor). Ou seja, fazem como quê você não fez. Não se deseja nenhum reconhecimento dos aprendizes, mas também não se espera desdenha ou alguma outra agressividade. O processo, por ser trabalhado em verdades, deveria sempre se conduzir para firmar uma relação positiva, não necessariamente de amizade, pois é trabalho e profissional, mas respeito sim, respeito profissional, calcado nas capacidades de todas as partes e que se não reflete em continuidade, até em seus motivos é conhecido e claramente processado por todas as partes, ficando respeito profissional. Este é um alerta para todas as partes de um processo de desenvolvimento. Trabalhar verdadeiros, todos, para que decepções deste tipo não aconteçam e, se acontecerem, sejam plenamente compreendidas, até porque foram esperadas pela verdade do processo.



Fonte: João Eduardo Olivares Nuñez e João Pedro Vais Pinto


Produzido por AG2

Fundação Universidade-Empresa de Tecnologia e Ciências
Rua Prof. Cristiano Fischer, 2012 - Porto Alegre/RS
CEP: 91410-000   Fone: (51) 3320-1000
www.fundatec.com.br
Todos os direitos reservados.